sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

AMOR SEM CORRENTES 20.01.12

Um grande escritor disse uma vez, referindo-se ao casal -Amai-vos um ao outro, mas não façais do amor um grilhão. Desconhecendo ou ignorando esta importante orientação, muitos casais transformam o amor em verdadeiras cadeias para ambas as partes. O amor deve ser espontâneo. Não pode ser motivo de brigas e exigências descabidas. O amor compreende. Não deve se constituir em grilhões que prendem e infelicitam.Por vezes, em nome do amor, nós queremos que nosso companheiro ou companheira faça somente o que desejamos. Só corta o cabelo quando permitimos. Só pode usar as roupas que aprovamos. Só sai se for em nossa   companhia e não pode violar as regras estabelecidas pelo nosso egoísmo, para evitar brigas.Isso não é amor, é prisão. Amar sem escravizar, eis o grande desafio. E um outro conselho: Dai de vosso pão um ao outro, mas não comais do mesmo pedaço. Isto significa dizer que devemos compartilhar, ser gentil, dar do nosso pedaço, mas sem exigir nada em troca. É comum depois da gentileza vir a cobrança. Fazemos um favor e esperamos logo alguma recompensa. Pretendemos tirar alguma vantagem. Dividir o pão, sim, mas não comer do mesmo pedaço. Isso quer dizer deixar ao outro o direito que lhe cabe do pedaço. Há pessoas que, se pudessem, controlariam até mesmo o pensamento do seu par, a ponto de torná-lo a sua própria sombra. Isso não é amor, é extremado desejo de posse. O amor tem por objetivo a união e não a fusão dos seres. Não se pode querer viver a vida do outro, controlar os gostos e até mesmo os desgostos da pessoa com quem nos casamos. É preciso que cada um cresça e permita o crescimento do outro, sem fazer sombra um para o outro. Se os casais observassem esses pequenos, mas eficientes conselhos, certamente teriam uma convivência mais harmônica e mais agradável. *********

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